O ceratocone é uma alteração do formato da córnea que se torna irregular e curva. É uma doença ocular não inflamatória com componentes genéticos e ambientais como causadores. Pacientes muito alérgicos são mais propensos a desenvolver pelo fato de sentirem muita vontade de coçar os olhos.
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) estima-se que há, pelo menos, 150 mil brasileiros com a doença, destes, cerca de 2% são crianças.
Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença assim como a indicação do tratamento. As pessoas sentem visão borrada e sem nitidez, maior sensibilidade à luz (fotofobia) e coceira ocular. Em casos mais avançados, nota-se uma mancha branca na córnea.
O tratamento tende a ser o menos invasivo, dependendo do estágio e da progressão.
Engloba cirurgias de crosslinking (utiliza riboflavina em forma de colírio associada à radiação ultravioleta) para evitar o avanço da doença; anel intraestromal para ajudar na regularização da córnea; adaptação de lente de contato rígida gás permeável ou óculos para promover uma qualidade de visão adequada sendo a última opção o transplante de córnea. Esse último pode ser feito com a técnica lamelar anterior profunda (sigla DALK – transplante parcial da córnea – que promove menor índice de rejeição e complicações) ou o penetrante (transplante de todas as camadas da córnea).
O que fazer para evitar?
O diagnóstico precoce é de suma importância. A incidência estimada por literatura especializada no Brasil é de um caso para cada vinte mil pessoas.
Muitos pacientes só descobrem seu diagnóstico em estágios avançados, quando notam piora da visão e aumento progressivo do grau. Através de consultas oftalmológicas frequentes, pode-se suspeitar do ceratocone precocemente e intervir nas medidas ambientais, evitando a perda significativa da visão e a realização de procedimentos invasivos.
Sendo assim, é fundamental a realização de consultas regulares ao oftalmologista!